2 de março de 2021
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Ato contra Reforma da Previdência marca Dia do Trabalhador no Recife

Representantes de sete centrais sindicais, de partidos políticos e trabalhadores de diversos setores se reuniram, nesta quarta-feira (1°), em um ato na Praça do Derby, na área central do Recife. A mobilização no Dia do Trabalhador uniu sindicatos e teve a Reforma da Previdência como tema central.

Manifestações do Dia do Trabalhador ocorreram em todo o Brasil e em várias cidades do mundo, como Paris, na França. A Reforma da Previdência está tramitando em uma comissão especial no Congresso Nacional e tem provocado disputas entre integrantes do governo e da oposição.

Reforma da Previdência foi criticada durante ato de centrais sindicais, nesta quarta-feira (1º), Dia do Trabalhador, no Recife

Mesmo com chuva, a concentração no Recife teve início às 9h, com venda de camisas e discursos pedindo a valorização da classe trabalhadora. O ato durou cerca de quatro horas e meia e foi encerrado por volta das 13h30.

“Essa reforma veio para tirar os nossos direitos. Vai afetar trabalhadores rurais e da educação, principalmente”, afirmou o presidente da Central Única dos Trabalhadores em Pernambuco (CUT), Paulo Rocha.

Os organizadores do evento não informaram o número de participantes. A Polícia Militar em Pernambuco não faz estimativas de público em atos realizados em ruas e avenidas.

Representantes de centrais sindicais participaram do ato do Dia do Trabalhador, nesta quarta-feira (1º), no Centro do Recife

Presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Gustavo Walfrido acredita que os trabalhadores vão ter a aposentadoria prejudicada.

“É demagogia dizer que essa reforma vai acabar com os privilégios, porque não vai. As propostas de aposentadoria são muito discrepantes. Nós não pensamos igual à CUT, mas precisamos nos unir diante dessa reforma”, afirma.

As professoras Shirleide Avelino e Rosilene Lopes decidiram comparecer ao ato desta quarta (1º). “Eu não consigo ter lazer sabendo que existe uma obrigação social de lutar pelos meus direitos. Na minha profissão, há um desgaste emocional e físico muito grande e a reforma vem para trazer mais prejuízos”, diz Shirleide.

Segundo Rosilene, a constante necessidade de atualização também é um desafio para os trabalhadores da classe. “O estado e os municípios não pagam nossos cursos. Temos que bancar por conta própria. Já não temos tantos direitos e a reforma vai prejudicar ainda mais”, afirma.

Por G1 PE
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