1 de outubro de 2020
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Facebook eleva para 87 milhões o nº de usuários que tiveram dados explorados pela Cambridge Analytica

Inicialmente, rede social admitiu que 50 milhões de usuários foram afetado. Uso indevido de dados pode ter afetado 443 mil usuários no Brasil, segundo o Facebook.

Facebook elevou nesta quarta-feira (4) de 50 milhões para 87 milhões o número de usuários da rede que tiveram dados explorados pela Cambridge Analytica, consultoria política que usou essas informações a serviço da campanha presidencial de Donald Trump.

“No total, nós acreditamos que as informações de até 87 milhões de pessoas — a maioria delas nos EUA — podem ter sido impropriamente compartilhadas com a Cambridge Analytica”, afirmou Mike Schroepfer, diretor de tecnologia do Facebook.

A afirmação foi feita em um comunicado publicado no blog oficial da empresa. O novo cálculo é divulgado no mesmo dia em que a companhia anunciou a repaginação de sua política de dados e de seus termos de serviço, a primeira em três anos, feita para ampliar a transparência sobre como trata os dados de seus usuários e tentar conter o mal-estar gerado após o escândalo da Cambridge Analytica.

No Brasil, o número de usuários afetados foi 443 mil, segundo estimativa do Facebook. O Brasil é o 8º país na lista de países com maior número de usuários cujos dados podem ter sido usados. Os Estados Unidos aparece em 1º lugar, com 70,6 milhões de usuários, seguido por Filipinas (1,175 milhão), Indonésia (1,09 milhão) e Reino Unido (1,079 milhão).

No post, o executivo comenta algumas das mudanças feitas na plataforma para evitar que desenvolvedores de aplicações consigam coletar e explorar dados de usuários de forma indevida.

Cambridge Analytica refuta informação

Em comunicado, a Cambridge Analytica refutou a estimativa do Facebook de que 87 milhões de pessoas tiveram seus dados explorados pela empresa de marketing. A companhia disse que obteve dados de 30 milhões de pessoas por meio de um contrato legal com a GSR, que está sendo alvo de contestação.

A empresa ainda afirmou que não usou esses dados da campanha presidencial dos EUA em 2016.

A Cambridge Analytica disse que contratará uma auditoria externa para se assegurar de que todos os dados foram deletados e fornecer ao Facebook um certificado sobre isso. A empresa já tinha feito uma auditoria interna para provar a exclusão dos dados.

G1

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